sexta-feira, 9 de março de 2012

PROJETO DE ARTE E CULTURA NA ESCOLA        Os registros literários inicialmente, quando Mato Grosso vivia em estado de isolamento não se registravam manifestações literárias, mas a cultura e o pioneirismo,sempre prevaleceram, apesar das dificuldades, pela sobrevivência e pela satisfação das necessidades primárias  na cobiça pela extração das riquezas do solo, o homem pioneiro de nossa região sempre manteve viva a chama da cultura atrvés das diversas manifestação trazidas por forasteiros eo  e o estado se desenvolveu.


 Havia a necessidade do fazer social e os habitantes promoviam festividades que eram trazidas do folclore de onde vinham: nordestinos,goianos,mineiros traziam suas danças,como bumba-meu-boi,serenatas ao som de violões, representações teatrais e religiosas, procissões,cantos festivos, folia de reis,luaus, carnavais e sobretudo tinham a necessidade de se registrar tais fatos e ocorrências durante o desbravar dos sertões. Hoje esta cultura dos pioneiros é perpetuada na cultura de nosso povo, atrvés de projetos desenvolvidos pelas escolas.

PROJETO ARTE E CULTURA NA ESCOLA

VALDON VARJÃO foi o presidente fundador da Academia de Letras ,Cultura e Artes do Centro-Oeste,com sede em Barra do Garças Sempre foi um batalhador incansável pela produção cultural e perpetuação da história de nossa região, para que as gerações futuras não perdessem os valores e o referencial de luta travado por seus antepassados. Pioneiros desbravadores desta região. Heóis anônimos e muitas vezes esquecidos na roda do progresso.

Em 1976 enquanto prefeito de Barra do Garças, prefaciou uma revista denominada:BARRA DO GARÇAS- Retrato de um novo Brasil onde diz:

“Dizer-se que Barra do Garças é hoje a porta de entrada para a Amazônia não é somente repetir um lugar comum. Autoridades ligadas ao setor econômico, bem como a grande imprensa nacional tem reconhecido a vitalidade de que é dotada a nossa região. Uma potencialidade econômica que traduzida em números, revela um crescimento espantoso em curtíssimo espaço de tempo- eis o fenômeno que tem atraído as vistas dos observadores de todo o Brasil e do exterior”...

Um slogan criado pela Prefeitura difundiu-se rapidamente, graças á veracidade da mensagem que encerrava:”Barra do Garças é hoje um convite, uma oferta e uma procura dos desbravadores da Amazônia”. “Se Deus é brasileiro deve ser matogrossense”. Varjão utilizava-se de todas as formas para divulgar Barra do Garças e suas potencialidades econômicas, turísticas e históricas.

O HOMEM E SUA HISTÓRIA


Seu ideal de escrever livros surgiu da necessidade de reviver o passado.

Recolheu fotografias na tentativa de deter o tempo para resgatar lances esquecidos da história de sua cidade natal: BALIZA, denominada por ele:”nosso cantinho de saudade”.

Em sua crônica: RECORDAR É VIVER, fala dos pontos principais da casa onde morou e que hoje não existe mais, da Igreja Matriz, arquitetura de 1935, que viu construir.

Recorda-se das danças folclóricas e das serenatas preservadas pelos artigos moradores descendentes de nordestinos assim como ele, amantes das tradições e que o ensinaram a valorizar e preservar a cultura regional

Hoje ao se deparar com o descaso diante de PATRIMÔNIOS CULTURAIS se indaga:

“O QUE ACONTECEU?”

No seu entender, o patrimônio cultural é o mais sagrado tesouro a ser preservado.

É o tempo no espaço... ...

É o Homem no seu momento... ...

É História nas suas raízes... ...

É a vida eternizada... ...

Pergunta-se:

“Por que transformar e destruir as marcas do passado?...

Há patrimônios que representam memórias ...e destruí-los é um sacrilégio!...

O HOMEM E SUA HISTÓRIA

O HOMEM E SUA HISTÓRIA                          O Homem, com sua rebeldia e na angústia de mudar, muitas vezes estragar, está comprometendo seu próprio planeta:TERRA, transformando-a em um deserto inabitável, um solo infértil, desertificado, sem condições de habitação natural nem social e até sem marcas para recordações ...”


Em seus livros VARJÃO conta histórias e estórias, fatos pitorescos e casuísticos, muitos dos quais teve a satisfação de testemunhar nesta região.

Sua intenção aspira a uma finalidade específica e objetividade divulgar esta região que sempre vem sendo omitida na História de Mato Grosso, por falta de informações ou mesmo desconhecimento dos fatos a serem registrados.

A HISTÓRIA DA VIDA DE VALDON VARJÃO se confunde com a própria HISTÓRIA DE BARRA GARÇAS DO e sua vida está escrita na vida de muita gente desta região.

Considera este seu trabalho incrementador de raízes culturais, éticas e morais da sociedade com a qual teve a honra de conviver e com a qual teve a satisfação de aprender como um trabalho divulgatório e pioneiro, pois seu conteúdo vem dos pioneiros guerreiros que desbravaram esta região: são fundadores como Antônio Cristino Côrtes , Antônio Paulo da Costa Bilego e muitos outros que conheceu e de quem foi contemporâneo.

O fato marcante em seus escritos é o amor desprendido que devota aos valores culturais de sua região, a tentativa imperiosa de que seja conhecido e preservado tudo que diz respeito à Memória e à História de Barra do Garças e a busca incessante de sua transmissão às gerações futuras.

“Se nós perdermos o testemunho do nosso processo cultural e histórico

Acontecendo, ficaremos empobrecidos, sem memórias não teremos

nada que ns fale de nossas tradições e costumes...”

Todas as vezes que visita a cidade onde viveu sua infância, Baliza, volta decepcionado e se indaga: ”O que fizeram de minha cidade ?”

Desta decepção surgiu a luta e vontade de preservar o patrimônio histórico e cultural.

Da cidade que escolheu e que o acolheu, que ajudou a construir e do qual esteve presente em todos os seus momentos felizes e infelizes e estabelecendo um diálogo utópico consigo mesmo diz a presente mensagem :

_SIGO EM FRENTE, POIS DAQUELA BALIZA FAUSTOSA VISIONÁRIA DA MINHA MENTE, HOJE SÓ RESTAM QUIMERAS DE SAUDADES E RECORDAÇÕES. UM DIA TAMBÉM SEREI TRANSFORMADO, E QUE ESSE DIA NÃO SEJA BREVE. DEFRONTO-ME COM A REALIDADE, PORQUE SEI QUE TUDO NA VIDA TEM UM FIM.. E HOJE , EU QUEDO ABSORTO E ME PERGUNTO : A PROPÓSITO , ONDE ANDAM MEUS PASSOS ?