quarta-feira, 2 de maio de 2012
História de Barra do Garças Mato Grosso
Em 1924,Antônio Cristino, à procura de um lugar para viver chegou a Barra do Rio Garças, e compra de José Pedro uma propriedade da Água Quente, constando de rancho e curral, surge a conversa sobre garimpo.Cristino Côrtes decide começar a exploração colocando gente que surgissem para garimpar e que mais tarde pudessem lutar pelo Garças e tinha o sonho de transformar a currutela em cidade. Em 1926 já havia um grande número de casas, embora cobertas de babaçu.
Cristino Côrtes é o primeiro a cobrir a sua de telha e incentivar outros,o comércio vai surgindo e tudo vai mudando.A vida se prende ao labor do garimpo e a pequenas lavouras que vão surgindo. Surgem as festas:Francisco Dourado festeja o Divino todos os anos, com o mesmo ritual de sua terra a Bahia, Põe imperador, imperatriz e pajem e todos os personagens dos tempos dos senhores escravos da velha Bahia.
Cristino também tem a sua devoção com seu santo forte:Santo Antônio o padroeiro da cidade. Até 1932, Barra do Garças estacionou. A partir de 1936, com a criação do Distrito de Paz, Barra do Garças dá um grande salto. Tornando-se independente de Araguaiana.
Barra do Garças tem sido insistentemente noticiada pela imprensa brasileira por suas belezas naturais e por ter sido palco de inúmeros fatos que compõem sua história, dentre eles:
_ Quartel- General da Revolta Morbeck versus Carvalhinho;
_Penetração da Marcha para Oeste, Expedição Roncador-Xingu e Fundação Brasil Central, na conquista da Amazônia;
_Primeiro Sequestro Aéreo Brasileiro, Revolução de Aragarças, comandada pelo Major Veloso;
Varjão em seu livro: BARRA DO GARÇAS NO PASSADO,faz uma retrospectiva dos fatos relevantes que deram início à sua povoação e seu passado heróico enaltecendo o seu desenvolvimento e plagiando um velho sábio diz:”infeliz do indivíduo ou cidade que não cultua sua história e que não se orgulha de seu passado”.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Deputado Sebastiâo Alves Júnior
SEBASTIÃO ALVES JÚNIOR Médico, Secretário de Saúde de Mato Grosso, Deputado Estadual Nasceu em 26 de maio de 1947, em Tupaciguara , estado de Minas Gerais. Filho de Sebastião Alves de Oliveira e Olinta Vale de Oliveira. Formado pela Faculdade Federal de Medicina do Estado de Goiás, concluindo sua pós –graduação em 1972, fixou residência em Barra do Garças-MT onde começou sua luta em defesa da saúde das famílias desprovidas de assistência médica,dedicando parte do seu tempo ao atendimento no Bairro Santo Antônio. Em 1974 se casou com Malba Thania Alves Varjão e se tornou sócio -proprietário do Hospital Cristo Redentor e teve três filhos : Danilo Varjão Alves, Lorena Varjão Alves e Ludmila Varjão Alves. Como médico foi pioneiro no atendimento à população carente do Vale do Araguaia, nos municípios de Santa Terezinha, Ribeirão Cascalheira, Luciara, São Félix do Araguaia, Nova Xavantina, Torixoréu, General Carneiro, Araguaiana, Barra do Garças e distritos de Vale dos Sonhos, Toriqueje e Tabazul. Foi eleito Primeiro Presidente da Associação Médica do Vale do Araguaia de 1979 a 1983, onde conseguindo ter uma atuação profícua interiorizando a medicina nos rincões ainda desprovidos de assistência médica, e por este trabalho benemérito foi convidado pelo então governador Júlio Campos e vice-governador Wilmar Peres de Farias a assumir a Secretaria de Saúde do Estado de Mato Grosso,quando teve condições de, através de convênios com BNDES e FINSOCIAL, conseguir implantar uma política mais eficiente de saúde, abrangendo 100% de cobertura no estado, construindo vários postos de saúde, ambulatórios e pólos regionais, levando aos almoxarifados dos postos de saúde, medicamentos da CEME para distribuição gratuita, voltando todo o seu trabalho para a população carente do Estado a qual ele conhecia tanto. Foi durante sua gestão como secretário, que Mato Grosso recebeu pela primeira vez a visita de um Ministro da Saúde, Dr.Valdir Arcoverde,que efetivou convênios com a CEME, FINSOCIAL, BNDES, POLONOROESTE, com o objetivo de expandir e incrementar aos programas de assistência médico-hospitalar em todo o território mato-grossense. Em novembro de 1986 se elegeu deputado estadual pelo PMDB, passou a fazer parte da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa de Mato Grosso como 2º Secretário. Representando a Região do Vale do Araguaia, apresentou durante o biênio 87/88 inúmeras proposições, 382 indicações, apresentar35 projetos de leis, 20 requerimentos,18 emendas aditivas,13 moções congratulatórias, indicando sempre benefícios para os municípios de matogrossenses. Merece destaque a luta que o parlamentar iniciou em favor da construção da Ferrovia Norte-Sul, tendo em vista o trecho que ligaria Goiânia à Cuiabá, passando por Barra do Garças e o Projeto de Lei que criou o município de Matupá. Conquistou ainda, junto à Secretaria Especial de Ação Comunitária a distribuição de mil e quinhentos litros de leite diários, para a população materno –infantil de Barra do Garças. Preocupado com a educação e sabedor de sua importância no desenvolvimento social da comunidade, postulou e conseguiu junto ao Ministério da Educação, recursos para a construção de cinco escolas em Barra do Garças. Foi alvo de inúmeros elogios da imprensa contemporânea por sua justeza de caráter, mas ao lado de algumas vitórias amargou muitas decepções políticas. No final de 1987,desiludido com a ação governamental do então Governador Carlos Bezerra que nada fez pelo município de Barra do Garças e do Vale do Araguaia,deixa a agremiação e junto de amigos e idealistas políticos funda o PTB no Vale do Araguaia, partido pelo qual disputou a prefeitura de Barra do Garças em 15 de novembro de 1988, numa eleição das mais concorridas e difíceis; de quatro candidatos,conseguiu ser o segundo mais votado, perdendo por pouco mais de uma centena de votos num universo de 25 mil votantes. Seu prestígio popular foi salientado quando concorreu sem apoio dos governantes, fazendo apenas uma campanha popular e conseguindo a expressiva votação no município de Barra do Garças, cidade que dedicou toda a sua vida e que dizia ter adotado como seu berço eterno pelo amor que nutria por seu povo. Na noite de 05 de fevereiro de 1989, faleceu no Rio de Janeiro, onde passava férias com a família, foi vítima de atropelamento, ao tentar pegar um táxi, levado ao hospital não resistiu a múltiplas fraturas vindo a falecer horas depois.
sexta-feira, 9 de março de 2012
PROJETO DE ARTE E CULTURA NA ESCOLA Os
registros literários inicialmente, quando Mato Grosso vivia em estado de isolamento não se registravam manifestações literárias, mas a cultura e o pioneirismo,sempre prevaleceram, apesar das dificuldades, pela sobrevivência e pela satisfação das necessidades primárias na cobiça pela extração das riquezas do solo, o homem pioneiro de nossa região sempre manteve viva a chama da cultura atrvés das diversas manifestação trazidas por forasteiros eo e o estado se desenvolveu.
Havia a necessidade do fazer social e os habitantes promoviam festividades que eram trazidas do folclore de onde vinham: nordestinos,goianos,mineiros traziam suas danças,como bumba-meu-boi,serenatas ao som de violões, representações teatrais e religiosas, procissões,cantos festivos, folia de reis,luaus, carnavais e sobretudo tinham a necessidade de se registrar tais fatos e ocorrências durante o desbravar dos sertões. Hoje esta cultura dos pioneiros é perpetuada na cultura de nosso povo, atrvés de projetos desenvolvidos pelas escolas.
PROJETO ARTE E CULTURA NA ESCOLA
VALDON VARJÃO foi o presidente fundador da Academia de Letras ,Cultura e Artes do Centro-Oeste,com sede em Barra do Garças
Sempre foi um batalhador incansável pela produção cultural e perpetuação da história de nossa região, para que as gerações futuras não perdessem os valores e o referencial de luta travado por seus antepassados. Pioneiros desbravadores desta região. Heóis anônimos e muitas vezes esquecidos na roda do progresso.
Em 1976 enquanto prefeito de Barra do Garças, prefaciou uma revista denominada:BARRA DO GARÇAS- Retrato de um novo Brasil onde diz:
“Dizer-se que Barra do Garças é hoje a porta de entrada para a Amazônia não é somente repetir um lugar comum. Autoridades ligadas ao setor econômico, bem como a grande imprensa nacional tem reconhecido a vitalidade de que é dotada a nossa região. Uma potencialidade econômica que traduzida em números, revela um crescimento espantoso em curtíssimo espaço de tempo- eis o fenômeno que tem atraído as vistas dos observadores de todo o Brasil e do exterior”...
Um slogan criado pela Prefeitura difundiu-se rapidamente, graças á veracidade da mensagem que encerrava:”Barra do Garças é hoje um convite, uma oferta e uma procura dos desbravadores da Amazônia”. “Se Deus é brasileiro deve ser matogrossense”. Varjão utilizava-se de todas as formas para divulgar Barra do Garças e suas potencialidades econômicas, turísticas e históricas.
Em 1976 enquanto prefeito de Barra do Garças, prefaciou uma revista denominada:BARRA DO GARÇAS- Retrato de um novo Brasil onde diz:
“Dizer-se que Barra do Garças é hoje a porta de entrada para a Amazônia não é somente repetir um lugar comum. Autoridades ligadas ao setor econômico, bem como a grande imprensa nacional tem reconhecido a vitalidade de que é dotada a nossa região. Uma potencialidade econômica que traduzida em números, revela um crescimento espantoso em curtíssimo espaço de tempo- eis o fenômeno que tem atraído as vistas dos observadores de todo o Brasil e do exterior”...
Um slogan criado pela Prefeitura difundiu-se rapidamente, graças á veracidade da mensagem que encerrava:”Barra do Garças é hoje um convite, uma oferta e uma procura dos desbravadores da Amazônia”. “Se Deus é brasileiro deve ser matogrossense”. Varjão utilizava-se de todas as formas para divulgar Barra do Garças e suas potencialidades econômicas, turísticas e históricas.
Seu ideal de escrever livros surgiu da necessidade de reviver o passado.
Recolheu fotografias na tentativa de deter o tempo para resgatar lances esquecidos da história de sua cidade natal: BALIZA, denominada por ele:”nosso cantinho de saudade”.
Em sua crônica: RECORDAR É VIVER, fala dos pontos principais da casa onde morou e que hoje não existe mais, da Igreja Matriz, arquitetura de 1935, que viu construir.
Recorda-se das danças folclóricas e das serenatas preservadas pelos artigos moradores descendentes de nordestinos assim como ele, amantes das tradições e que o ensinaram a valorizar e preservar a cultura regional
Hoje ao se deparar com o descaso diante de PATRIMÔNIOS CULTURAIS se indaga:
“O QUE ACONTECEU?”
No seu entender, o patrimônio cultural é o mais sagrado tesouro a ser preservado.
É o tempo no espaço... ...
É o Homem no seu momento... ...
É História nas suas raízes... ...
É a vida eternizada... ...
Pergunta-se:
“Por que transformar e destruir as marcas do passado?...
Há patrimônios que representam memórias ...e destruí-los é um sacrilégio!...
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